sábado, 31 de dezembro de 2011

77% das empresas perderam dados em 2010, diz estudo

 Uma pesquisa mostra que 77% das empresas tiveram perda de dados durante o ano de 2010. Evitar esta falha é uma das maiores preocupações da segurança de TI, mostra o estudo da empresa Check Point Software Technologies, especializada em segurança na internet e de redes.
A popularidade do e-mail associada às redes de dados e computação de alta velocidade, aplicativos com base em web 2.0 e computação móvel aumentaram os riscos da perda de dados em ambientes empresariais, mostra o estudo.
Em média, o custo de uma falha de dados é de 7,2 milhões de dólares. Só o e-mail representa 20% das ameaças relacionadas a conteúdo de risco legal, financeiro ou regulamentar. Estes dados foram apurados durante o ano de 2011 pela Check Point com empresas em diversos países.
A previsão de crescimento dos dados corporativos é de 650% nos próximos cinco anos. Dispositivos com conexão USB, e-mail e notebooks serão os maiores desafios de segurança de TI para as empresas. O maior deles, segundo a pesquisa, será administrar a complexidade da segurança dos dados da companhia.
O estudo também mostra os quatro maiores desafios de segurança de TI. Administrar a complexidade da segurança é o maior desafio para 51% das empresas que participaram da pesquisa. Outras 35% das companhias disseram que aplicar as políticas de segurança é o maior desafio. Evitar as falhas de dados promovidos por hackers externos (29%) e evitar o roubo de dados por funcionários ou outras pessoas internas (23%) também estão na lista.
INFONotícias

Receita quer agilizar troca de dados do RIC e do CPF

A Receita Federal pretende agilizar a troca de informações do Registro de Identificação Civil (RIC) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
O RIC permite que cada cidadão tenha um número nacional. As cédulas de identificação estão sendo substituídas por um cartão magnético, com impressão digital e chip, que incluirá foto, assinatura e informações como nome, sexo, data de nascimento, filiação e naturalidade, entre outros dados.
Pela proposta da Receita, todas as vezes em que for emitido o RIC, o sistema automaticamente consultará a base de dados do Fisco para saber se o contribuinte está no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Se estiver, os dados serão incluídos também no RIC. Se for um cidadão sem registro no CPF, o cadastro no RIC permitirá a inclusão na base de dados da Receita. As novidades foram anunciadas durante entrevista do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, à Agência Brasil.
Hoje, a inclusão no CPF pode ser feita nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios ao custo máximo de R$ 5,70. Há a alternativa de fazer o registro em entidades públicas conveniadas, como as unidades de atendimento ao cidadão, sem pagar nada.
"Toda as vezes em que for emitido um RIC, será gravado ali também o número do CPF. Isso amplia a possibilidade do atendimento do CPF de forma gratuita e com toda a segurança que o RIC oferece", disse o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso.
A Receita Federal pretende também reduzir o tempo médio de espera dos contribuintes nas centrais de atendimento do Fisco. A Receita, que iniciou o ano com uma meta de 15 minutos, garante que hoje já existe uma nova marca para todo o atendimento presencial, que é 13 minutos. "Achamos que chegamos a um ponto ótimo. Estamos querendo aperfeiçoar agora os serviços que estão fora de uma curva aceitável. Vamos trabalhar para melhorar os serviços que estão acima desse tempo", disse Occaso.
INFONotícias

Gente perfeccionista morre mais cedo

Muita gente vê, nos perfeccionistas, um quê de qualidade, e não de defeito, né? O pessoal que conduz entrevistas de emprego que o diga. Seja como for, a parte negativa da coisa existe e está bem clara: o seu perfeccionismo, além de dar nos nervos de quem está ao seu redor, pode te matar.
A constatação vem de um estudo feito por pesquisadores de universidades do Canadá e da Noruega, que, depois de analisarem os níveis de perfeccionismo de 450 voluntários, ficaram de olho neles por seis anos e meio, observando como ia a saúde de cada um e, bem, se eles não morriam. Eis que, como deu para ver, o risco de morte era maior entre os que apresentavam sinais fortes de perfeccionismo neuroticismo (é, gente difícil).
Já os mais desencanados, adeptos do “deixa a vida me levar”, é claro, tendiam a viver mais e melhor. Olha só, Zeca Pagodinho tinha razão. Espero que você nunca tenha duvidado.
SuperInteressante

Ficar entediado no trabalho pode matar

Ficar entediado no trabalho pode matar
Sentir-se entediado durante o expediente aumenta “significativamente” o risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio (EAM), segundo pesquisadores da Suécia e dos EUA.
Apesar de a amostragem do estudo ser bastante específica (apenas homens de até 65 anos, de Estocolmo, que enfartaram entre 1974 e 1976), a propensão ficou clara e, segundo os especialistas, merece ser levada em conta: quanto mais tediosa era a profissão do cara (o guia foi uma pesquisa feita na Suécia em 1977, que listou características de 118 ocupações e definiu as mais chatas), maiores as chances de ele ir parar no hospital com o coração em frangalhos.
Curiosamente, trabalhar demais e levar uma vida agitada não se mostraram prejudiciais nesse sentido — a não ser que associados a outros fatores que deixassem a pessoa insatisfeita.
Não é a primeira vez que o CIÊNCIA MALUCA fala sobre como o tédio pode ser fatal.
SuperInteressante

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fator humano ganha maior peso nos cursos de MBA

Gestão de pessoas, carreira, valores e crenças passam a ser tão importantes quanto módulos de cálculos e de projetos nos cursos de educação executiva

 Shutterstock
No lugar das habilidades técnicas, valores
Cálculos, metas, índices, resultados. Depois de um longo período em que tudo o que importava eram as competências mensuráveis, os cursos de MBA estão sendo reformulados e, agora, ganham foco maior no chamado “comportamental”. Para tanto, vale incluir disciplinas que discutam em sala de aula desde a boa e velha gestão de pessoas até mesmo valores e crenças pessoais.

O movimento, na avaliação de Silene Magalhães, gerente-coordenadora dos programas de pós-graduação da Fundação Dom Cabral, é um reflexo do colapso econômico mundial de 2008. “Com a crise houve um mergulho das principais escolas que fazem educação executiva sobre o papel do MBA na educação dos executivos – tão orientados para o resultado financeiro que contribuíram para o episódio. Daí essa preocupação dos cursos em atingirem um equilíbrio maior entre o que é ferramental e o comportamental.”

Em uma discussão de grupo com dirigentes de empresas feita pela Trevisan Escola de Negócios, um presidente reclamou que, apesar de sua equipe ser formada por ótimos técnicos, eles não tinham valores alinhados aos da empresa. “Essa foi uma demanda unânime apontada pelas companhias que ouvimos”, conta Olavo Henrique Furtado, coordenador dos cursos de pós-graduação e MBA da Trevisan. “Em função da crise, as empresas também começaram a questionar o preço dos cursos, já que seus profissionais não conseguiram prever o evento.”
Esses dois fatores fizeram com que a Trevisan reformulasse todos seus cursos, agora estruturados em três eixos: capacitação técnica; habilidades para ação do executivo e do gestor; e valores, crenças e atitudes.
Mas será possível um MBA transmitir valores a um alto executivo? Furtado diz que o processo não é bem assim. “Escola não é família, isso vale tanto pra graduação quanto para a pós. O papel da instituição de ensino é ajudar o executivo a mapear seus valores e verificar como eles podem se encaixar na empresa onde trabalha. Se os valores do profissional não batem com os da empresa, não dá.”

Licinio Motta, diretor geral da unidade de Pós-Graduação da ESPM-SP, concorda: as escolas estão caminhando cada vez mais para o desenvolvimento das “soft skills”, o que significa a gestão de pessoas, do indivíduo e a capacidade de inovação. “A grande tendência é falar em carreira e apoio ao desenvolvimento da carreira. Não adianta só dar os melhores livros e cases, se não dermos coaching ou criarmos possibilidades de gerar networking.”

Entre muitas opções de MBA, a FGV estreia este ano um curso que, na verdade, propõe-se ser a antítese dos programas clássicos. O objetivo, segundo a entidade, é privilegiar as capacidades práticas e reflexivas dos participantes. “Trata-se de um mestrado internacional que abraçou as economias emergentes sob uma perspectiva baseada no intercâmbio transcultural e na aprendizagem, ao invés da transferência unilateral de conhecimento”, explica Flávio Carvalho de Vasconcelos, diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE/ FGV).
Dentro destas tendências, aparecem cursos focados na gestão de pessoas, em liderança, e programas que levam em conta o fator humano, como a construção da carreira. Já para atender a demandas do mercado mais imediatas, geradas pelo aquecimento de setores específicos da economia, surgem MBAs voltados para a gestão do esporte e do marketing digital. Em geral, as aulas começam do meio do ano pra frente, mas as inscrições já estão abertas, uma vez que o processo seletivo costuma demorar meses. Confira algumas opções:

Business School São Paulo (BSP)

MBA em Gestão de Pessoas e Liderança: O curso promete combinar a aplicação de conteúdos estruturados em técnicas modernas de gestão com competências interpessoais e habilidades comportamentais para que os alunos formem equipes de alto desempenho, alinhadas às estratégias e aos objetivos das organizações

Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) 
MBA Executivo ESPM: Além das matérias obrigatórias, como marketing, finanças, operações e processos, a instituição fez adaptações ao curso, que agora conta também com um cardápio de disciplinas comportamentais. Um teste no processo de aprovação avalia o modelo de comportamento do candidato – se ele é mais ligado a pessoas ou prefere trabalhar sozinho, por exemplo. A orientação é feita por meio de uma devolutiva com um professor. Eventos para a promoção de network também foram reforçados na repaginação do curso

Fundação Dom Cabral (FDC) 
MBA Empresarial: A repaginação do curso oferecido pela fundação teve como objetivo transformar o programa de sala de aula em um programa “de vivência”. Por isso, entram na grade atividades em viagens a lugares como Ouro Preto e Inhotim, em Minas Gerais. O curso foi organizado em três pilares principais: indivíduo na sociedade (com um conjunto de disciplinas, de filosofia a estratégia da gestão), humanidades e um mapa do mundo dos negócios. O MBA inclui até mesmo um projeto de autogestão da saúde, com acompanhamento durante todo o curso, e trabalha o tema da sustentabilidade

Fundação Getúlio Vargas (FGV)
International Masters in Practicing Management (IMPM): O principal curso para educação de executivos da FGV e na verdade um antiMBA. Co-fundado há 15 anos por Henry Mintzberg, influente pensador da administração, o mestrado internacional é realizado por cinco instituições acadêmicas: McGill (Canadá), Lancaster (Inglaterra), IIMB (Índia), Renmin University of China (China) e, agora, a EBAPE/FGV (Brasil). Em vez de discutirem os estudos de caso e os modelos clássicos, os alunos compartilham experiências e se engajam com diferentes tipos de gestão e tradições acadêmicas ao longo de um ano e meio, em temporadas de duas semanas em cada um dos países que sediam as instituições parceiras

Anhembi Morumbi 
MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas: Com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 sendo sediadas no Brasil, o setor irá demandar profissionais qualificados. De olho nesta demanda, a universidade montou um MBA para preparar executivos com as competências e habilidades necessárias para a gestão esportiva

Trevisan Escola de Negócios 

MBA Marketing da Era Digital: A instituição identificou uma forte demanda das empresas na gestão de seus vários canais de comunicação online e montou um curso especializado no tema. Outros MBAs que buscam atender novos movimentos de mercado são os de Gestão de Marcas, Gestão Educacional, Gestão e Marketing Esportivo e Governança Corporativa.
ÉpocaNegócios

China testa trem-bala capaz de fazer 500 quilômetros por hora


O veículo em fase de teste é inspirado nas espadas antigas chinesas


Trem-bala em teste na China
A nova série de trem conhecido pelas iniciais CRH tem seis carros e potência de 22.000.800 quilowatts - mais do que o dobro do trem-bala que faz a linha Pequim-Xangai (na foto)
O governo da China começou hoje (26) a testar um trem-bala mais veloz do que o utilizado atualmente. O trem-bala em teste é capaz de atingir até 500 quilômetros por hora, tornando-se assim um dos mais rápidos do mundo. O veículo em fase de teste é inspirado nas espadas antigas da China.
A nova série de trem-bala conhecido pelas iniciais CRH (China Railway de Alta Velocidade, em inglês) tem seis carros e uma potência de 22.000.800 quilowatts - mais do que o dobro do trem-bala que faz a linha Pequim-Xangai.
O veículo em teste foi projetado e fabricado pela Locomotive Sifang, uma subsidiária da China Railway Construction CSR, com sede na cidade de Qingdao, no Leste do país, na província de Shandong. O material utilizado no trem envolve plástico reforçado com fibra de carbono. De acordo com especialistas, esse tipo de transporte é o ideal para os países em desenvolvimento econômico.
No Brasil, o projeto envolvendo o trem-bala é o do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo (TAV RJ-SP) também conhecido como TAV Brasil, que conta com o apoio do governo federal, e tem o objetivo de interligar Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro. O trem fará um percurso de 518 quilômetros.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para 10 de março de 2012 a retomada do processo de licitação para a implantação do TAV. Pelo novo cronograma, a previsão é que a segunda fase do leilão seja realizada no segundo trimestre de 2013, um ano após o leilão da primeira etapa, e que o TAV comece a operar em 2018.
*Com informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina.

Trem-bala e Itaquerão mostram que PT e PSDB são iguais no gasto público


Há críticas pesadas às duas obras que, no final das contas, terão dinheiro público

Geraldo Alckmin, o governador de SP, e a presidente Dilma
Alckmin e Dilma: dinheiro público colocado em obras polêmicas
 O (quase) desfecho das duas novelas envolvendo o Trem-bala e o Itaquerão é muito parecido. Dinheiro público será colocado em obras cujo benefício à sociedade é questionável.
A construção do trem-bala, que vai ligar Campinas ao Rio de Janeiro, passando por São Paulo, é uma obsessão do governo Dilma. No começo, a história oficial dizia que não haveria recursos públicos – “apenas” financiamento via BNDES a juros subsidiados, de pai para filho.
Agora, após o fracasso do leilão, o governo federal, administrado pelo PT, arrumou um jeito de atrair a iniciativa privada. "A União é fiadora dessa equação e vai assumir o risco", afirmou, nesta semana, Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Traduzindo: se o valor da obra superar as estimativas do governo (estimativas, aliás, que já foram questionadas pelas empreiteiras), o Tesouro – recheado de impostos – banca a diferença.
Em São Paulo, sob o comando do PSDB, o discurso sempre foi de que o governo estadual não entraria com um centavo na construção de nenhum estádio. A missão dos cofres públicos seria pagar as obras de infraestrutura (transporte, saneamento etc) necessárias para viabilizar a realização da Copa do Mundo.
Passados inúmeros meses de discussões sobre o valor do Itaquerão, a Odebrecht e o Corinthians bateram o martelo em relação ao custo da obra: R$ 820 milhões. Existem ainda R$ 420 milhões em isenções fiscais da Prefeitura.
Agora, o governador Geraldo Alckmin muda de ideia e resolve bancar R$ 50 milhões (a Odebrecht diz que pode chegar a R$ 70 milhões) para a instalação de uma arquibancada móvel no estádio, possibilitando que a abertura da Copa seja em São Paulo.
Nos dois casos, os governantes de plantão calcularam a relação custo-benefício apenas do ponto de vista político. Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria, lembra que obras de grande porte, como o trem-bala, têm forte apelo eleitoral. “É difícil para a sociedade ter a dimensão exata do que poderia ser feito com o dinheiro público que será canalizado para o trem-bala. No final das contas, o que ficará é a imagem da obra pronta.”
No caso do Itaquerão, a ampliação da capacidade do estádio não vai trazer benefícios diretos para a zona leste de São Paulo, mas o simbolismo da abertura da Copa na cidade tem um peso político importante. “O governo estadual não quis correr o risco de ser apontado como o culpado por São Paulo não ser a abertura do evento na véspera das eleição de 2014”, explica Cortez.
Nos dois casos, as críticas de curto prazo seriam suplantadas pelo resultado final. O cálculo político falou mais alto que a lógica econômica, e a conta será paga pelos contribuintes.

Exame

5 previsões da IBM para os próximos 5 anos

Divulgada anualmente pela empresa, lista com previsões para o futuro próximo considera possível até mesmo ler a mente humana

IBM
IBM divulga lista com previsões de como será a vida no planeta no futuro próximo
A Big Blue é internacionalmente conhecida por ser o nome por trás deinovações importantíssimas que mudaram a maneira como nos relacionamos com a tecnologia. E anualmente desde 2005, a IBM anuncia em meados de dezembro previsões sobre ideias que podem ser tiradas do papel e colocadas em prática nos próximos anos.
A lista atual acabou de ser divulgada e traz ideias no mínimo curiosas acerca das transformações que podem impactar a vida moderna em breve. A empresa baseou suas previsões em dois fatores: a viabilidade tecnológica para que tais ideias sejam finalmente realizadas e quais são as chances de que sejam produzidas em larga escala.
Confira abaixo as 5 previsões da IBM para os próximos 5 anos:
1 – Será possível abastecer a casa com energia criada por você mesmo
Como? Bom, de acordo com a IBM absolutamente tudo que se move tem o potencial de gerar energia, desde o tênis que é usado em exercícios físicos até a água que passa pelo encanamento da casa. Ainda de acordo com a empresa, avanços na área de energias renováveis vão poder, em breve, ajudá-lo a coletar toda a energia criada por tais canais, por exemplo, para abastecer casas, escritórios e até cidades.
2 – Esqueça estratégias para criar senhas invioláveis
Todo mundo sabe que impressões digitais, por exemplo, são “pessoais e intransferíveis”. No futuro, a construção biológica de uma pessoa será a maneira mais segura de proteger a sua segurança e privacidade na web. A senha de email vai deixar de a manjada data de nascimento do animal de estimação e vai passar a ser a estrutura da íris, por exemplo, ou mesmo a composição do seu DNA.
3 – Ler a mente de outra pessoa deixa de ser ficção científica
Para a IBM, em cinco anos o mundo vai começar a conhecer maneiras que tornam possível ler o que se passa na cabeça dos seres humanos. Uma tecnologia como essa vai fazer com que a medicina tenha acesso ao enigmático cérebro dos portadores de autismo, por exemplo. A IBM já está estudando maneiras de conectar o cérebro humano a gadgets eletrônicos em geral. Quem sabe no futuro, o processo de digitar um texto seja realizado pela transmissão do que se quer escrever diretamente para o computador.
4 – Tecnologias móveis vão ajudar a diminuir diferenças sociais
A riqueza de um país também é medida pelo nível de acesso a informação que seu povo tem. A massificação das tecnologias móveis vai tornar conhecimento e informações ainda mais acessíveis para todas as camadas sociais de um país.
Um exemplo é o Brasil. Aqui, o preço que se paga por smartphones e notebooks é cada vez mais baixo, fato que impulsiona a aproximação entre povo e tais tecnologias. E, de acordo com a previsão da IBM, em cinco anos, 80% da população mundial terá um aparelho móvel conectado a internet em mãos.
5 – Spam deixa o ostracismo da lixeira eletrônica e vira prioridade
Em 5 anos, será possível filtrar automaticamente todos os e-mails recebidos, spam inclusive, afim de encontrar as mensagens que contém informações importantes. Pode ser o fim da correria pelo ingresso de um show, por exemplo. Se o smartphone detectar que a banda favorita do seu dono vem à cidade, poderá reservar ingressos em seu nome. Os gadgets vão conhecer afundo a personalidade do usuário e ainda terão o aval para agir em seu nome.
Exame

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um terço dos usuários dos smartphones deve sofrer ataque virtual


O sistema operacional Android é o programa mais popular e o mais vulnerável para os criminosos

Shutterstock
Os smartphones revolucionaram e simplificaram as atividades mais mundanas dos consumidoresmas não escapam da engenhosidade dos hackers que, com seus truques, conseguem driblar o sistema de segurança eacessar os dados privados de seus usuários.
Um estudo recente da empresa californiana Lookout Inc. revelou que o chamado malware (do termo em inglês malicious software) - que agora também infiltram nos celulares - aumentou significativamente, e os que incorporam o sistema Android da Google têm 2,5 vezes mais probabilidades de enfrentar uma ameaça em seus celulares em comparação há seis meses.
É a nova fronteira dos hackers que, não contentes em roubar a informação confidencial de milhões de internautas, agora incomodam quem faz download de aplicativos em seus celulares. "Vimos um grande aumento de malware, em comparação a janeiro. Com mais consumidores se adaptando aos smartphones, os criminosos encontraram um mercado lucrativo e põem à prova novos modelos de negócios para fazer dinheiro por conta de consumidores ingênuos", diz Kevin Mahaffey, co-fundador da Lookout Mobile Security e autor do estudo.
"Enquanto estiverem navegando na web, os usuários destes telefones no mundo todo devem ter cuidado ao fazerem download de aplicativos e clicar em links, como fariam em seus computadores de casa", recomendou Mahaffey em um e-mail.
O relatório da Lookout analisou dados de mais de 700 mil aplicativos e 10 milhões de celulares no mundo todo e, segundo seus cálculos, um terço dos usuários sofrerá alguma "ameaça". Segundo a Lookout, entre 500 mil e 1 milhão de usuários já se "contagiaram" com algum tipo de malware entre janeiro e junho deste ano.
Ao longo de 2011, três de cada 10 usuários têm a probabilidade de cair em um site que roube seus dados financeiros. No primeiro semestre de 2011, o número de aplicativos com malware aumentou de 80 para 400, sendo DroidDream e GGTracker as duas ameaças mais frequentes.
Os autores do DroidDream, por exemplo, lançaram no mercado mais de 80 aplicativos infectados com variações do mesmo malware, com a ideia de interceptar mensagens e conseguir o controle do celular a partir de um servidor.
Além de manter um registro das chamadas feitas e recebidas em um telefone celular - algo normal nestes dispositivos -, alguns desses programas podem gravar o conteúdo sem que o usuário saiba ou autorize.
Mais de 135 milhões de consumidores no mundo todo usam o sistema operacional Android - em parte porque a Google o oferece de graça aos fabricantes -, o que o transforma no programa mais popular e o mais vulnerável para os criminosos
A Apple, por sua vez, aplica um rigoroso processo de aprovação para todo aplicativo e, mesmo assim, seus iPhones e iPads sofreram um problema de segurança no mês passado, que foi corrigido imediatamente.
É fácil cair na armadilha, porque os hackers escondem o malware em aplicativos que parecem legítimos, em uma fraude eletrônica, o que no jargão do setor é conhecida como phishing. Uma de suas táticas preferidas é o chamado malvertising (do termo em inglês malicious advertising), no qual anúncios pela rede móvel convidam o usuário a acessar endereços web e, ao entrar, ativa um download automático do aplicativo. Outra tática é publicar inicialmente um aplicativo livre de suspeitas e, quando aumentar sua base de usuários, lançam uma atualização infectada.
É mais uma epidemia do século XXI que, justamente pelos múltiplos usos do celular e pelo imediatismo da internet, se estende de forma veloz e ameaça milhões de usuários. Há "antídotos" no mercado, mas os usuários devem ficar alertas aos "sintomas", como mensagens de textos incomuns, custos adicionais na fatura do telefone, e um desgaste súbito da bateria.
ÉpocaNegócios

As profissões que estarão em alta em 2012

Confira a lista para saber quais serão os cargos mais procurados no ano que vem pelas empresas

  shutterstock
Com a crise, profissionais que saibam gerenciar riscos serão muito procurados pelas empresas no ano que vem
Em tempos de crise, as empresas se armam e ficam mais cautelosas. Aumenta a demanda por profissionais que saibam gerenciar riscos, tenham muita capacidade analítica e busquem constantemente a inovação. Esse será o cenário em 2012, segundo Marcelo de Lucca, diretor executivo da consultoria Michael Page do Brasil. “O ano de 2011 foi muito positivo em relação ao mercado de trabalho, mas no ano que vem será preciso mais cautela. Uma das áreas com maior demanda será a financeira, que reúne funções que podem gerar receita adicional de uma outra forma, que não seja por vendas”, diz.
Os cargos mais buscados no setor financeiro serão o de gerente tributário, gerente contábil e business controller (suporte financeiro às áreas de negócio), de acordo com levantamentos da Michael Page e da HAYS, produzidos com exclusividade para Época NEGÓCIOS. O cargo de gerente tributário, segundo Lucca, será peça-chave nas companhias. A importância desses profissionais está na capacidade em fazer uma boa análise fiscal. “É uma área muito importante em função do conhecimento sobre o aspecto tributário do país”, afirma Lucca. Já o gerente contábil será essencial em um momento em que as empresas ainda estão se adaptando ao novo modelo contábil, o Internacional Financial Reports Standards (IFRS) – que passou a ser obrigatório no Brasil no final do ano passado.
O mercado de tecnologia continuará aquecido. Os cargos mais procurados serão o de arquiteto de tecnologia, gestor de serviços, programadores de J2ME (plataforma Java para dispositivos móveis) e gerente de Desenvolvimento de Sistemas.
O foco em sustentabilidade e o ritmo acelerado do pré-sal também colocarão em destaque os engenheiros dos mercados de energias renováveis e meio ambiente. E a Copa do Mundo de 2014 e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pedirá por engenheiros de grandes obras de infraesturutura.
O levantamento revela ainda que haverá uma alta demanda por cargos gerenciais. A média de contratação para conquistar um posto de gerente, segundo Lucca, é entre 28 e 35 anos. “As empresas buscam um profissional que saiba se adaptar a cenários e situações diferentes e seja muito bom em lidar com pressão”, afirma.
Profissões em alta em 2012
Engenheiro de grandes obras de infraestruturaInvestimento em estradas e grandes estradas; foco no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e na Copa do Mundo
Engenheiro mecânico ou do mercado de óleo e gásConstrução de turbinas e equipamentos rotativos para gerar energia nas sondas de petróleo
Engenheiro de meio ambiente ou de mercado de energias renováveisDemanda em função do ritmo acelerado do pré-sal
Gerente de auditoria ou complianceCumprimento de normas legais, políticas e diretrizes estabelecidas pelo negócios e provisão de informações gerenciais relevantes para a tomada de decisões
Gerente de Recursos Humanos ou Business Partner (RH)Suporte a todas as necessidades da área: recrutamento e seleção, treinamento, desenvolvimento e projetos específicos
Gerente tributário/contábil/financeiro ou Business ControllerSuporte financeiro da empresa. Foco nas atividades de planejamento financeiro e controladoria
Gerente de marketing digital ou gerente de comunicação com ênfase em plataformas digitaisDomínio das mídias sociais. Conhecimento do mercado digital e gerenciamento da exposição de companhia, com experiência em marketing ou comunicação
Gerente/coordenador/técnico de crédito ou de riscosAvaliação e redução de riscos em um cenário macroeconômico global muito volátil
Gerente comercial de alta renda em bancos, luxo ou bens de consumoConhecimento do mercado de investimento para alta renda, luxo e serviços associados ao topo da pirâmide de consumo
Engenheiro mecânico ou do mercado de óleo e gásConstrução de turbinas e equipamentos rotativos para gerar energia nas sondas de petróleo
Gerente de Desenvolvimento de Sistemas, Arquiteto de Tecnologia ou Programadores de J2ME (plataforma Java para dispositivos móveis)Conhecimento de tecnologias para plataforma mobile, necessidade de aplicação do desenho estrutural tecnológico da companhia e busca por inovação
Fonte: Michael Page e HAYS Recruiting Experts Worldwide.
*O levantamento não foi feito em conjunto. Época NEGÓCIOS selecionou os cargos em comum enviados por cada companhia
Época NEGÓCIOS 

Entrar com um toque ou uma frase (Tudo menos uma senha)

Uma senha de reconhecimento de toque envolve transformar uma imagem de uma fechadura de combinação de 90 graus.
As senhas são uma dor de lembrar. E se um wiggle rápida de cinco dedos em uma tela de log que você pode em vez disso? Ou falar uma frase simples?
Multimídia
Fred R. Conrad / The New York Times
Em outra alternativa para a palavra-passe, pode-se assinar o próprio nome em uma tela pequena.
Fred R. Conrad / The New York Times
Nasir Memon de Polytechnic Institute da Universidade de Nova York tem trabalhado em reconhecimento de toque em iPads.
Nem idéia é absurda. Cientistas da computação em Brooklyn estão treinando seus iPads para reconhecer seus donos pelo toque de seus dedos como eles fazem um gesto de acariciar. Bancos já estão usando o software que reconhece a sua voz, que completa o PIN padrão.
E depois de anos de prever sua morte, pesquisadores de segurança estão renovando seus esforços para complementar e talvez um dia apagar a senha antiga.
"Se você me perguntar o que é o maior problema hoje, eu diria que é as 40 senhas diferentes que tenho para criar e mudar", disse Nasir Memon, um professor de ciência da computação no Instituto Politécnico da Universidade de Nova York em Brooklyn que está liderando a iPad projeto.
Muitas pessoas concordam. A senha tornou-se um macaco nas costas digital - uma chave essencial para a nossa muitos dispositivos e contas, mas cada vez mais uma fonte de exasperação e de insegurança.
O braço de pesquisa do Departamento de Defesa está à procura de maneiras de usar pistas como peculiaridades de uma pessoa escrevendo continuamente verificar a identidade - no caso, por exemplo, laptop de um soldado acaba nas mãos do inimigo no campo de batalha. Em um exemplo mais comum, o Google recentemente começou a cutucar os usuários consideram um log-in de duas etapas do sistema, combinando uma senha com um código enviado para seus telefones. Mais recente do GoogleAndroid software pode desbloquear um telefone quando reconhece rosto do dono ou - não tão seguro - quando se é enganado por alguém segurando uma fotografia do rosto do dono.
Ainda assim, apesar desses avanços recentes, pode ser prematuro anunciar o fim das senhas, como Bill Gates fez famosa em 2004, quando ele disse que "a senha está morto."
"A suposição incorreta espetacularmente 'senhas estão mortos" tem sido pesquisa, desencorajando prejudiciais sobre como melhorar o lote de cerca de dois bilhões de pessoas que os utilizam ", Cormac Herley, um pesquisador da Microsoft, a empresa que Gates fundou, escreveu em um artigo recente . Sr. Herley sugeriu vez que os desenvolvedores tentam "para melhor apoiar o uso de senhas" - por exemplo, ajudar as pessoas a proteger suas conexões sem fio de bisbilhoteiros. "Senhas", o Sr. Herley continuou, "revelaram-se uma oponente à altura: todos aqueles que tentaram substituí-las ter falhado."
A abordagem do touch-screen de Professor Memon em Brooklyn funciona porque, como acontece, cada pessoa faz o mesmo gesto de forma exclusiva. Seus dedos são diferentes, eles se movem em velocidades diferentes, eles têm o que ele chama de diferentes Ele quer fazer login para ser fácil "flair.", ". Creepy", além disso, ele disse, algumas pessoas acham as medidas biométricas, como uma varredura da íris para ser
Em sua pesquisa, os gestos mais popular acabou por ser os que se sentem mais intuitiva.Uma delas foi transformar a imagem de uma combinação do bloqueio de 90 graus em uma direção. Outro era um sinal do nome na tela. Em princípio, o gesto pode ser usado para desbloquear um dispositivo, ou um app no dispositivo que seguramente possui uma variedade de senhas.
Apesar de sua resistência, as senhas são fracas, nomeadamente porque os seus utilizadores têm memória limitada e uma fraqueza para deixar escapar segredos. A maioria das pessoas precisam de dezenas deles, e eles tendem a escolher aqueles que são tão complexos que precisam ser escritas, ou tão simples que pode ser facilmente adivinhada.Recentemente, os criminosos se tornaram hábeis em roubar senhas de sneaking software malicioso em computadores ou enganar os usuários a digitá-los em um site ilegítimo.
Empresas como Facebook e Twitter têm procurado enfrentar a frustração com senhas, permitindo que os seus nomes de usuário e senhas para abrir a porta para milhões de sites, uma conveniência que traz riscos óbvios. Um ladrão com acesso a um nome de usuário e senha mestre pode ter acesso a uma série de contas.
Rachna Dhamija, um cientista da computação da Califórnia virou empresário, procurou combater os pontos fracos, quebrando-se a senha. O primeiro usuário efetuar login no serviço que Ms. Dhamija construído, UsableLogin , e sinais com ela própria senha parcial.Nos bastidores, o serviço verifica se o usuário estiver em um dispositivo autorizado, e puxa a terceira peça a partir da nuvem, gerando uma senha exclusiva para qualquer site que o usuário deseja fazer login para - Facebook, por exemplo. Em outras palavras, uma parte da senha fica com o usuário, outra é armazenada em seu dispositivo, e uma terceira peça é mantida online.
"Você toma um segredo e você espalha-lo em toda", disse Dhamija, cujo serviço foi recentemente adquirida pela Webroot Software, com sede em Broomfield, Colorado "Você está se espalhando o risco. A senha não é armazenada em sua forma inteira em qualquer lugar. "
Mas mesmo que um usuário tenha sido autorizado no início de uma sessão, que se alguém tiver acesso ao seu computador uma hora mais tarde? Darpa, o braço do Departamento de Defesa de pesquisa de tecnologia, convidou pesquisadores de segurança para desenvolver maneiras de se verificar um usuário a cada instante, com base na maneira como o indivíduo utiliza a máquina - "por exemplo, como o usuário lida com o mouse e como o artesanato usuário linguagem escrita em um e-mail ou documento ", explica em seu site .
Cada uma dessas técnicas é impulsionado pela noção de que uma senha por si só é um meio insuficiente para verificar a identidade online. Pense neles como uma fortificação: uma senha mais.
Muitas empresas utilizam um cartão inteligente ou um segurança "dongle" - um pequeno pedaço de hardware que se conecta ao computador e funciona como uma chave - como a segunda etapa de verificação para permitir acesso a redes internas. Hoje, a biometria - um indivíduo é único traços físicos - estão emergindo como uma alternativa.
Pelo menos uma meia dúzia de bancos nos Estados Unidos pedem que seus clientes para verificar quem são recitando uma frase de dois segundos para um computador através do telefone, além de socos em seus PINs. Poderia ser tão simples como "no meu banco", e um milhão de clientes poderia recitar a mesma frase e ainda som único, de acordo com a Nuance Communications, uma empresa sediada em Burlington, Massachusetts, que faz a tecnologia.
Como telefones móveis tornam-se apêndices corporais para pessoas em todo o mundo, eles também estão surgindo como instrumentos para verificar a identidade. Google introduziu o seu processo de duas etapas no início deste ano. Ele envia um código de seis dígitos para uma aplicação no telefone celular de um usuário do Google para ser inserido, juntamente com uma senha, no momento da assinatura em uma conta do Google em um computador ou tablet. O código também pode ser enviado como mensagem de texto para aqueles que não têm smartphones, ou pode ser transmitida através de um telefonema.
A etapa extra não é obrigatória, ea empresa não vai dizer como ele tem sido amplamente adotado. Mas tão vulneráveis ​​como as senhas são de roubo e de compromisso, o Google diz, é cada vez mais importante para a identidade de um usuário para ser verificada através de outro canal - um celular, neste caso.
"Eu acho que nós vamos começar a ver as pessoas que utilizam seus dispositivos móveis como os seus identificadores pervasive", disse Brendon Wilson, um pesquisador de segurança da Symantec. "A senha não será mais o árbitro final que você é você. Você vai ver as camadas de cima. "
New York Times

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mulheres brasileiras preferem trabalhar no setor público

Os motivos, de acordo com estudo, são segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Já no setor privado, 49% preferem as companhias brasileiras

 Shutterstock
Apesar de ainda ter um rendimento inferior ao dos homens, mais da metade das mulheres brasileiras são as primeiras em suas famílias a obter um diploma universitário, de acordo com “A Batalha por Talentos Femininos no Brasil”, um novo estudo do Center for Work-Life Policy” (CWLP). Mesmo com um atraso histórico no mercado de trabalho, elas são maioria nas universidades brasileiras –60% dos universitários graduados são mulheres. O estudo também aponta que elas são mais motivadas, ambiciosas e leais.

Mas os headhunters (ou caça-talentos) estão enfrentando grandes desafios com a ala feminina. Muitas dessas mulheres qualificadas estão rejeitando o setor privado. O CWLP destacou que 65% das mulheres com graduação desejam trabalhar no setor público. E quando se trata de iniciativa privada, apenas 49% delas colocam as companhias brasileiras no topo da lista.

As razões para essas escolhas, de acordo com o estudo, estão relacionadas com poder, prestígio, projetos interessantes ou crescimento de carreira. Além disso, a mulher quer segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Ao fazer uma comparação com as mulheres norte-americanas, 80% das brasileiras aspiram cargos mais altos,comparado a 52% das que vivem nos Estados Unidos. Surpreendentemente, 59% das brasileiras se definiram como "muito ambiciosas", frente a 36% das americanas.
O comprometimento aqui também é maior – 81% das brasileiras amam o seu trabalho, enquanto 71% das norte-americanas afirmam o mesmo. A diferença entre lealdade é mais gritante – 95% das brasileiras são leais aos seus empregadores, enquanto apenas 58% das norte-americanas permanecem no emprego por três anos ou mais.
O estudo conclui ainda que 28% das brasileiras ganham mais do que seus maridos – a maior porcentagem dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). E o item mais importante para mantê-las em seus empregos é a segurança no trabalho, considerado por 79% delas. O medo em relação à violência e os perigos dos grandes centros é outro fator que pode ser decisivo – 62% dizem ter medo e insegurança durante o trajeto para o trabalho.
Raixo X das mulheres brasileiras no mercado de trabalho
Educação 60% dos universitários graduados são mulheres
Nacionais x Multinacionais49% preferem trabalhar em companhias brasileiras
Retenção79% consideram que segurança no trabalho é o item mais importante
Carreira80% aspiram cargos mais altos e 81% afirmam amar o trabalho
Tempo de empresa95% são leais e costumam permanecer por mais tempo nas organizações
Salário28% ganham mais do que seus maridos – a maior porcentagem dos países que compõem o BRIC
Discriminação26% acreditam que há injustiça no mercado de trabalho em função do gênero e 40%decidem sair das empresas por conta dessa discriminação
Setor público x Setor privado65% desejam trabalhar no setor público em função da segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
Medo62% se sentem inseguras durante o trajeto para o trabalho
Fonte: Center for Work-Life Policy
ÉpocaNegócios